30/05/2017
Dar é semear
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus” (Fp 4.19)
Márcia Amaral

“Ninguém é tão pobre, que não possa dar, e ninguém é tão rico, que não possa receber” (ditado português).

Certa vez recebi um presente muito especial e que me comoveu muito. Sabendo que estávamos de mudança para longe, irmã Sebastiana quis compartilhar comigo o que lhe era mais precioso: uma toalha de mesa com alguns guardanapos brancos. Ela era linda. Enquanto me entregava o presente, ia me dizendo que era seu desejo nos dar algo que nos fizesse lembrar dela sempre, então resolveu partir ao meio a toalha de mesa mais linda que ela havia ganhado em seu casamento, bem como os guardanapos que acompanhavam a toalha; assim ela me deu três dos seis guardanapos que faziam parte do jogo. Ao ouvir isto, me emocionei. Como recompensar uma atitude de carinho como esta? Somente Deus poderia fazê-lo.

Em Fp 4.18, o apóstolo Paulo recebe muitas doações dos filipenses trazidas por Epafrodito. Seu coração estava cheio de gratidão, pois suas necessidades haviam sido supridas com abundância e ele agora não tinha falta de nada. No vs 19, Paulo diz aos filipenses: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus”. Paulo sabia que Deus, o seu Deus, era poderoso para recompensar com sua infinita riqueza os crentes filipenses pois bondosamente compartilharam do pouco que tinham com ele. 

Muitas vezes este versículo é usado isoladamente, mas esta é uma promessa condicional; veja Fp 4.18-19: “Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância, Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito, o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus. O meu Deus, segundo as suas riquezas suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus”. Isto quer dizer que quando nos dispomos a dar, receberemos em troca muito mais do que demos (Lc 6.38). Esta é a lei da semeadura. Lembra-se da irmã Sebastiana que contei no início? Ela jamais será esquecida, já faz 26 anos desde aquele dia, ela já está com o Senhor, mas eu ainda conservo a toalha de mesa e os guardanapos e quando os uso, me lembro daquele gesto de amor que me ensinou uma grande lição: “é melhor dar do que receber”. 

Márcia Amaral é colunista do caderno Voz de Mulher

 

 

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