09/12/2016
Aflição
O risco na tempestade é real. Qual é, então, o objetivo de Jesus ao permitir que a enfrentemos?
Redação CPIMW

“Mas Jesus imediatamente lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenham medo!’” (Mateus 14.27)

Como é difícil aceitar esta realidade da vida com Deus: o Senhor não nos poupa das tempestades do dia a dia. Pelo contrário: Jesus envia seus discípulos para navegar num mar que trará ventos fortes e ondas ameaçadoras. Em outra ocasião, Jesus disse isso claramente ao orar ao Pai pelos seus discípulos: “não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal” (cf. Jo 17.15).

Enquanto Jesus orava sozinho e intercedia pelos seus discípulos, estes encaravam ventos contrários. O mesmo acontece na vida cristã: vive-se em um mundo hostil, em que a maioria das pessoas se opõe aos princípios ensinados por Deus. Aliás, o mundo inteiro é dominado pelo mal (1 Jo 5.19). Satanás e seu exército fazem tudo o que está ao seu alcance para tentar nos derrubar e afastar de Deus (Ef 6.12).

O risco na tempestade é real. Qual é, então, o objetivo de Jesus ao permitir que a enfrentemos? No relato de Mateus, Jesus vem em socorro dos seus seguidores: no entanto, ele não começa acalmando o mar. Ele primeiro anda sobre o mar, revelando sua presença soberana na criação e na história humana. Ainda assim, ele demonstra sua empatia, pois enfrenta as mesmas águas agitadas que os discípulos; porém, não submerge nelas. Em vez disso, preocupa-se com eles e trata de encorajá-los. Em um rompante de ânimo, Pedro se dispõe a enfrentar as ondas ainda mais de perto, e consegue andar sobre a água como Jesus enquanto mantém seu olhar fixo no Senhor. O mar só se acalma depois de Jesus ter ensinado sua lição.

Quem fita os olhos no Senhor, a exemplo de Pedro, recebe poder para triunfar sobre as aflições da vida. Quem dá atenção a elas, porém, acaba submergindo, como Pedro. No entanto, Jesus está sempre próximo para estender sua mão e segurar a nossa quando clamamos por ele. Ele sabe de nossas fraquezas e nelas revela o seu poder (2 Co 12.9).

André Luis Selent, extraído do livro Devocional Wesleyano

 

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