05/05/2017
Mesa, lugar de comunhão
É ao redor da mesa que compartilhamos nossas experiências, alegrias e frustrações uns com os outros e podemos ser quem somos
Márcia Amaral

A casa estava em festa, havia uma movimentação de pessoas andando para lá e para cá. De longe se podia ouvir as músicas alegres, no ritmo judaico, enquanto a mesa era servida. Era para ser uma reunião mais reservada, mas na cultura judaica, qualquer jantar transformava-se em uma reunião pública. As pessoas, mesmo sem ser convidadas, apareciam durante o jantar e tinham livre acesso à mesa. 

Assim era o contexto da casa do fariseu onde Jesus fora convidado para jantar. Em Lc.7.36 diz que:  Jesus ao chegar, reclinou-se à mesa para comer. Este termo “reclinar-se” significava: tomar lugar à mesa. Para os judeus, o momento da refeição não era somente a hora de satisfazer as necessidades físicas, elas tinham também um significado social e religioso. Jesus parece querer reforçar essa ideia ao aceitar o convite e ir à casa daquele fariseu para jantar. Ele sabia que estaria cercado de pessoas e era uma grande oportunidade de ensinar toda aquela gente. 

Por diversas vezes vemos Jesus se relacionando com pessoas. Jesus era um homem ocupado: estava sempre viajando de uma cidade para outra pelas estradas empoeiradas da Palestina, onde pregava várias vezes ao dia para grandes multidões. Não obstante, Ele estava sempre pronto para relacionar-se mais intimamente com aqueles que estivessem disponíveis para Ele. Vemos Jesus na casa de Lázaro, Maria e Marta; outra vez em casa de Zaqueu, ou ainda, sentado à mesa celebrando a ceia com seus discípulos etc. Sua presença fazia a diferença em qualquer ambiente. 

Neste texto Jesus nos ensina que a mesa é lugar de comunhão. Quando nos assentamos ao redor da mesa, estamos compartilhando nossa vida com outros. É ao redor da mesa que compartilhamos nossas experiências, alegrias e frustrações uns com os outros e podemos ser quem somos. É ao redor da mesa que somos encorajados e curados; muitas pessoas hoje vivem uma vida solitária e triste mesmo estando cercados de pessoas, até dentro de suas casas. Quando abrimos mão de nossos compromissos, de nossa agenda cheia e paramos para “tomar lugar à mesa” e estar junto com os nossos e com nossos amigos e até mesmo com aqueles que queremos alcançar, estamos dizendo que nós os valorizamos e que aquele tempo é importante para nós.

É tempo de restaurar os elos da comunhão, da amizade e do amor. Eu desafio você a experimentar e verá quão maravilhoso é estar em comunhão com os irmãos (Sl.133)

Márcia Amaral é colunista do caderno Voz de Mulher


 

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