12/05/2017
Ser mãe...
A maternidade é muito mais complexa do que se imagina, mas vale a pena o desafio
Luana Marino

A velha máxima afirma que toda mulher nasce com o tal “instinto materno”, independentemente da idade em que ele começa a aflorar. A realidade, no entanto, é que cada vez mais mulheres estão adiando a maternidade por conta de fatores que são característicos dos dias atuais, principalmente a maior participação feminina no mercado de trabalho e a luta por direitos iguais, que cresce cada vez mais na sociedade, impulsionada pelos movimentos feministas.

A questão da maternidade, no entanto, é muito mais complexa. Tudo muda: o corpo, a mente, a rotina, os planos, a perspectiva sob as coisas… Por mais que seja natural para uma mulher conceber uma criança, ser mãe vai muito além de gerar. Pode-se dizer até que se trata — por que não? — de um ministério.

Deus, quando criou o homem, viu que não era bom para ele estar só. Ao criar a mulher e fazer dela uma ajudadora idônea (para aqueles que não sabem, o significado do termo, segundo o dicionário, é apto e competente), institui um ministério divino: o de gerar a vida (crescei e multiplicai-vos).

Criar uma criança, contudo, não é tarefa das mais simples, e uma mulher que sonha em ser mãe precisa estar ciente de que nem tudo será flores. E não estamos falando apenas das noites de sono mal dormidas por conta da rotina ainda descontrolada do bebê. A cada dia, a igreja se vê diante de mudanças significativas na sociedade e que afetam diretamente crianças e adolescentes. Mães e pais precisam de sabedoria para criar um filho num mundo onde não há mais verdades absolutas.

É preciso saber que, em algum momento, suas escolhas vão ser julgadas; se priorizar a família, pode ser vista como uma mulher ultrapassada; se priorizar o trabalho, corre o risco de ser acusada de só pensar em si própria. O equilíbrio é a chave, e achá-lo se torna o desafio desta nova rotina chamada maternidade.

O autoconhecimento também é um fator se grande importância. Muitas ainda não estão preparadas para serem mães por simples falta de maturidade; se houver a oportunidade de esperar o momento certo, o caminho é este, pois os filhos são diretamente afetados pelas escolhas dos pais.

Em meio a todas essas questões, nunca é demais afirmar que a maternidade é um verdadeiro dom de Deus concedido a cada uma de nós. Só quem teve a extraordinária experiência de sentir o seu corpo se transformando gradativamente mês a mês sabe o verdadeiro significado de ser mãe. Por mais que haja problemas, conhecer este “amor de mãe” é sobrenatural, e, sem dúvida, irá aproximá-la ainda mais do amor de Deus. 

Pois só quem é mãe sabe o quanto dói ver o filho se machucar, mesmo sendo um simples “raladinho”. Ter a chance de conhecer este amor e vivê-lo plenamente, este é o verdadeiro significado de “ser mãe”.

 

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