27/03/2017
Trabalho de Wesleyana com autistas é destaque
Centro Multidisciplinar Movidos pelo Amor ao Autismo (CMMAA) fica em Porto Velho e foi idealizado pelo rev. Ricardo Alexandre
Redação CPIMW



Constantemente pais de crianças e adolescentes autistas sofrem quando precisam estar com seus filhos em lugares onde tem aglomerado de pessoas, sejam em supermercados, shoppings centers ou igrejas. Olhares críticos são comuns quando eles começam a se comportar fora dos padrões exigidos pela sociedade – o que não podemos chamar de discriminação, mas sim, de desinformação.

As famílias que têm um(a) filho(a) com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisam de apoio e compreensão. Em locais com muito barulho e cheiros diferentes, o autista fica desorganizado sensorialmente e com isso, fica agitado. Aonde deveriam encontrar apoio, compreensão e principalmente aceitação, muitas vezes não é o que acontece. Em 2 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e é isso que as famílias querem: conscientização e respeito.

Idealizado por Marxlene Bezerra Vieira, mãe de Marina, autista, hoje com 16 anos, e o apoio do reverendo Ricardo Alexandre, da Igreja Metodista Wesleyana Central de Porto Velho, foi dado início no dia 28 de junho de 2012 ao Centro Multidisciplinar Movidos pelo Amor ao Autismo (CMMAA), um braço da Associação Wesleyana de Ação Social do Distrito Central (AWAS), que tem acolhido essas crianças e famílias. 

O CMMAA realmente é movido por amor. Começou com oito crianças e hoje são atendidas 14. Todas as terapeutas que lá atuam: uma assistente social, uma fisioterapeuta e uma educadora física, bem como psicólogas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, psicopedagogas e pedagogas – são voluntárias. O CMMAA, apesar de ter fila de espera, não atende mais crianças por falta de espaço físico e de mais terapeutas já que conta com o voluntariado. Considerando a complexidade da síndrome, o TEA requer intervenção multidisciplinar. “Nossa preocupação não é com quantidade, mas com qualidade nos atendimentos”, afirmam a diretora-executiva Marxlene Bezerra e a diretora pedagógica, psicóloga Janaína Sampaio, também mãe de uma criança autista, o Vinícius.




Fora esse acompanhamento multidisciplinar as crianças participam de projetos de musicalização e artes. Os pais também recebem acompanhamento psicológico, isso graças a parcerias com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO) e terapeutas. Realiza ainda eventos extras envolvendo as crianças e famílias, além de workshops sobre o autismo.

Respeitada por sua atuação, a AWAS recebeu recentemente o título de Utilidade Pública concedido pela Assembleia Legislativa de Rondônia. Tem conseguido apoio inclusive do Porto Velho Shopping nos eventos alusivos ao Dia Internacional de Conscientização do Autismo onde há dois anos é realizada a soltura de balões azuis e já conseguimos ter monumentos iluminados de azul.

O autismo é representando pela cor azul pela incidência da síndrome ser maior em meninos. A criança com autismo na maioria das vezes não apresenta alterações visíveis no rosto ou no corpo. O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com autismo partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.



Como a AWAS me ajudou!

Depoimento da jornalista Liliane Melo, mãe do Matheus, 7 anos, que é autista

“Quando você percebe que seu filho não é dito ‘normal’ como as demais crianças passa por um período muito difícil. Nesse momento de luta e de dor fui acolhida pela AWAS, através do CMMAA. Quanto mais cedo é iniciada a intervenção, melhor é o resultado. Faz quatro anos que meu filho Matheus é atendido pelo Centro Multidisciplinar sem custo algum. 

Graças à sensibilidade dos profissionais que se dedicam ao CMMAA e com todas as intervenções terapêuticas meu filho tem tido melhora a olhos vistos. Hoje ele se comporta muito bem, tanto na igreja como em qualquer outro lugar. Este projeto precisa de apoio para continuar, de continuar possibilitando esperança a essas famílias”.

Quem quiser contribuir com este projeto de amor ao próximo, para que mais crianças possam ser atendidas pode fazer sua adoção à Associação Wesleyana de Ação Social através do Banco do Brasil, agência 102-3, conta corrente 59.992-1.

Matéria escrita pela jornalista Liliane Melo, da 4ª Região Eclesiástica

 

MAIS LIDAS

Trabalho de Wesleyana com autistas é destaque
Projeto em Rondônia possui título de Utilidade Pública


Nomeações pastorais da 4ª Região
Concílio definiu biênio 2017/2018


Congresso desperta juventude sobre chamado
10º Conjuwe da 4ª RE recebeu mais de 500 jovens


Grupo usa CD próprio para evangelizar
Juventude de Porto Velho doa CDs para não crentes e desviados


Consolidação de casais em discipulado
Trabalho é feito pela IMW de Guarajá-Mirim



NOVIDADES
WTV

 FACEBOOK  WTV  NEWS
Centro de Publicações da Igreja Metodista Wesleyana com sede na Avenida Venâncio, 17 - Xerém
- Duque de Caxias - RJ - CEP 25245-500 | CNPJ: 15.732.218/0001-08

© Todos os direitos reservados. 2016