31/01/2017
O Ano do Jubileu
O Jubileu para nós é um momento de gratidão

Feliz o povo que conhece o som festivo; andará, ó SENHOR, na luz da tua face. Em teu nome se alegrará todo dia e na tua justiça se exaltará. Pois tu és a glória da sua força; e pelo teu favor será exaltado o nosso poder. Porque o SENHOR é a nossa defesa, e o Santo de Israel, o nosso Rei (Sl 89.15-18).

Falar sobre o Jubileu é falar de um assunto vastíssimo, que nos faz olhar para o passado e ao mesmo tempo nos faz sonhar com o futuro. O Jubileu é uma grande conquista para a IMW, ainda mais quando podemos fazer uma análise da sua trajetória e percebemos que houve crescimento, prosperidade naquilo que foi empreendido pelos nossos 5 obreiros da ponte. Isso nos deixa seguros de que trilhamos o caminho certo e que devemos continuar nessa mesma estrada. É só nos adequarmos aos avanços e às mudanças deste tempo, sem, contudo, perdermos a essência doutrinária e os valores conquistados durante toda a sua existência. 

A palavra jubileu vem do hebraico yovel. Refere-se ao carneiro, cujo chifre foi usado para anunciar o ano festivo. Há comentaristas que oferecem mais uma explicação. Dizem que yovel vem do verbo hebraico que é "trazer de volta".

O ano do jubileu era o ano da vitória, o povo se alegrava, era um momento de festejar, e, isso se dava por vários motivos. Após um período de sete semanas de anos, o ano do jubileu era anunciado pelo som de trombetas. Este soar das trombetas era ouvido em todo Israel; e o povo se reunia com muita alegria para festejar a vitória. Aqueles que estavam sofrendo aguardavam com ansiedade o momento de ouvir o som festivo. Era um som ansiado, desejado e era um momento onde muitos iriam mudar de vida para melhor.

O Jubileu para nós é um momento de gratidão, de alegria, de festa, mas também uma oportunidade de proclamarmos, não com trombetas, mas com um som vindo de uma mensagem de poder, que transforma qualquer pessoa, atinge todas as gerações, que é a mensagem da cruz.  

Quando estudamos o jubileu bíblico, específico para o povo judeu, vamos perceber que não estamos distantes dos seus objetivos.  

No livro de Levítico cap.25, dos versículos 9 ao 21, vemos claramente os objetivos do Jubileu:

1 - A liberdade era proclamada (v.10): No ano do jubileu, todos os escravos retomavam a sua liberdade e voltavam ao seio das suas famílias. Os seus senhores não tinham mais autoridade sobre eles, e todas as suas dívidas eram canceladas. A Bíblia menciona que sem Jesus somos prisioneiros, escravos das nossas vontades e, consequentemente, escravos do diabo. Mas temos uma mensagem que é pregada, não somente no Ano do Jubileu, mas podemos e devemos proclamá-la todos os dias, que é:  ninguém mais precisa ser escravo, pois o próprio Jesus diz: “conhecereis a Verdade, e Ela vos libertará”. O glorioso é que Ele mesmo disse quem é a verdade, Ele em Mateus diz “Eu Sou o Caminho, a VERDADE, e a Vida”. Portanto, o Jubileu para o escravo e qualquer pessoa pode ser liberta e livre de todas as amarras do Diabo através da Verdade que é Cristo Jesus.

2 - O perdão e reconciliação eram feitos (v. 09): O Jubileu era comemorado no mesmo instante onde também se dava o dia da expiação. Esse ato era feito pelo sacerdote, onde ele entrava no lugar santo dos santos para interceder pelo povo, e trazer a reconciliação com Deus. 

O pecado nos afastou de Deus, a raça humana tornou-se inimiga de Deus. Vemos o fundamento desta doutrina em Gênesis no cap. 3 quando se deu a queda do homem. Deus expulsou o homem do jardim, ele não mais iria gozar da Sua presença, pois ao ser expulso, ele não mais receberia a visita de Deus na viração do dia. O homem foi expulso do jardim e também da presença de Deus. 

Porém Cristo entrou por nós no lugar santíssimo, uma vez para sempre, diante do pai e apresentou o seu sangue derramado na cruz, como oferta perfeita e foi aceita, como justiça de Deus, possibilitando-nos a reatar a reconciliação com o Criador que continua sendo realizada. 

Este segundo objetivo do Jubileu é satisfeito, o perdão foi estendido àqueles que aceitarem o sacrifício de Cristo como um ato reconciliador com o Pai. Assim, os infratores, pecadores tem as suas dívidas pagas e a reconciliação realizada.

Assim como fomos perdoados, é tempo de refletirmos sobre os sentimentos do nosso coração. Será que não precisamos perdoar alguém? Não tem nenhuma coisa que está prendendo o nosso coração com sentimentos de amargura e ressentimento que precisam ser tirados? Perdão é um ato divino em um ser humano. É antinatural, mas é possível, se pedirmos o auxílio de Deus para cumprirmos este mandamento. Assim experimentaremos o que Jesus fez por nós. Tínhamos uma dívida impagável, mas ao sermos perdoados, além de tê-las pagas, podemos desfrutar da amizade novamente com o nosso Criador.

3 - Era o ano de restituição (v.13): No ano de jubileu, todas as terras que tinham sido vendidas ou repassadas como pagamentos de dívidas eram restituídas aos seus proprietários. 

No livro de Jó no cap. 42.10 vamos ver o que aconteceu com Jó. Foi uma perda que Deus permitiu  para testar a fidelidade de Jó. Creio que Deus não é o autor do mal, mas Ele permite que o Diabo por algum momento roube algum bem nosso, para sermos provados por Ele. Mas há também outra forma de perda, onde Satanás rouba os bens quando a pessoa está na esfera do seu governo.  

Muitas vezes a vida no cativeiro de Satanás faz perder coisas preciosas. Quantos perderam famílias, nomes, bens dos mais variados e quando ouvem a mensagem de salvação, percebem que apesar de estarem libertos, perderam valores que jamais deveriam ter perdido. Aí nos lembramos do Sl 126, quando algo semelhante aconteceu com o povo judeu ao voltarem do cativeiro babilônico. Quando chegaram viram a cidade Santa destruída, os muros derribados, sem templo, suas casas não existiam mais. O que eles fizeram? Começaram a chorar e a clamar a Deus, e vemos isso no versículo. A promessa vem logo abaixo, quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará com alegria trazendo os seus feixes. O Jubileu também é um tempo de restituição, tanto para aqueles que perderam algum bem por prova quanto para aqueles que durante o seu tempo longe do Senhor Satanás roubou. Aos que estão sendo provados, saibam que a prova tem um tempo determinado, ela vai acabar e Deus irá te restituir. Para aqueles que Satanás roubou por você ter estado em seu poder, também o Jubileu chegou para ti, e o Senhor Jesus irá te restituir. Basta, repetir as ações descritas nesse salmo, clame, semeie, ainda que com lágrimas e Deus lhe dará uma colheita maravilhosa, terás uma restituição abençoada e próspera.

4 - Era ano de abundância de bênçãos e prosperidade (v. 11, 12, 19-21): O ano do jubileu também era um ano de muitas bênçãos e prosperidade. Neste ano, o povo não semeava, mas esperava de Deus a provisão, e Ele mandava por três anos as novidades da terra e o povo comia seus frutos, e havia tudo em abundância. 

Cremos firmemente que haveremos de ter não somente um ano de abundâncias de bênçãos; teremos mais 50 anos de muitas bênçãos e prosperidade que estão por vir.  Isso, se os nossos sonhos e planos tiverem o alvo certo, a motivação correta e o resultado da colheita for para a glória de Deus. 

Quem sabe 2017 será o ano de jubileu (vitória) para sua vida; não se preocupe porque Deus está no controle de tudo, e já tem determinado a tua vitória. Vai haver libertação para quem precisa ser liberto, perdão e reconciliação, se deixarmos o Espírito Santo nos ajudar, restituição em dobro para aqueles que estão sendo provados e para aqueles que Satanás roubou, e abundância de bênçãos e prosperidade chegará na nossa casa, pois a glória é para Ele, porque d’Ele e para Ele são todas as coisas.

Bispo Jamir é Superintendente Geral da Igreja Metodista Wesleyana

    
 

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