10/02/2017
Quando a polícia some
Reflexões sobre a crise de segurança no Espírito Santo

Foto: Agência Brasil

Reflexões sobre a crise de segurança do Estado do Espírito Santo.
Você também precisa de polícia para não se corromper?

INTRODUÇÃO

A título de introdução quero citar uma reflexão extremamente confrontadora e radical que li há poucas horas que me fez pensar:

"Psicologia de polícia e bandido
 
Na greve da PM no Espírito Santo cidadãos comuns foram vistos realizando saques em lojas e supermercados. A ausência da polícia revela uma realidade assustadora: o caos ético e moral que se encontra o nosso país. Quando a polícia se torna a regra de conduta das pessoas, o instrumento de controle que as impede de cometer crimes percebe-se a falta de consciência ética e moral. Retirada a polícia vem à tona o desejo latente de um povo corrupto. Idiotice pensar que só políticos são desonestos, tendo oportunidade, muitos se tornam criminosos. A conclusão é a seguinte: se precisamos de polícia para sermos honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos!"

Sérgio Oliveira, teólogo e psicólogo.

A BÍBLIA TEM RAZÃO

Por mais que algum sociólogo condecorado com algum título de doutorado ou de pós-doutorado queira fugir da Bíblia, ele a encontrará na linha de chegada.

A Bíblia sempre chega na frente.

A Escritura Sagrada afirma que todos pecaram, que o coração humano é corrupto, e que não há um justo sequer. A inclinação voraz, feroz e obsessiva do coração humano para o pecado só pode ser freada ou "domada" pela presença do próprio Deus. Paulo percebeu isso em si mesmo:

"Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico" (Romanos 7.19)

Todos nós, em certo sentido, somos "transgressores soltos na rua". A maioria não saqueia supermercados, mas mente, sonega, dissimula, é egoísta, se omite etc. Afinal, atire a primeira pedra quem não peca nunca. E isso com ou sem polícia por perto.

Todavia sem polícia, sem a vigilância dos pais, do cônjuge, do patrão, do governo, sem normas penais, sem cobrança, sem o olhar do outro, somos sempre tentados a transgredir. Se o problema sou eu ou está em mim, a questão é: Quem vai me livrar de mim mesmo?

A pergunta certa então não é "como eu posso me livrar de mim mesmo?". Não existem receitas humanas, nem existem caminhos humanistas que resolvam a questão. A história tem demonstrado esse fato. Sociedades ricas e cultas cometem crimes e se degradam moralmente de forma igual ou pior que os mais pobres e incultos povos.

A Pergunta certa é "Quem pode me livrar de mim mesmo?"

A resposta, e não é porque eu sou pastor, é sempre a mesma: Jesus Cristo. Deus. A vitória vem de fora, vem do alto.

A história tem demonstrado que a presença do cristianismo e a sua prática civiliza os povos, eleva a dignidade da pessoa humana, valoriza a família, incentiva o compartilhar do pão e da propriedade, incentiva a ciência e a cultura. As primeiras universidades (Paris, Bolonha, Oxford) e muitas outras surgidas mais tarde (Harvard, Yale, Princeton etc) foram criadas por cristãos. Os hospitais e as casas de misericórdia são invenções dos cristãos.

Conforme registrou Natanael Castoldi em seu blog "Entre o Malho e a Bigorna", “Os primeiros cristãos, com base no Evangelho, opuseram-se ao aborto, ao infanticídio, ao abandono de filhos, ao suicídio e às disputas de gladiadores. Tudo isso, antes do crescimento da Igreja, era amplamente praticado e considerado lícito; 50 anos depois da legalização do cristianismo no Império Romano, tudo isso já era considerado ilegal”.

O princípio de que "nenhum homem está acima da lei" originou-se com o cristão Ambrósio. Em 390 ele pressionou o imperador Teodósio a se arrepender pelo assassinato de sete mil pessoas sem justificativa, apontando tal verdade bíblica. Em 1215, a Carta Magna tomou esse conceito cristão e o expandiu.

Jesus disse: “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres".

Quando alguém "nasce de novo" através de um encontro cm Jesus, um encontro de fé e um encontro racional com sua lógica e ética, isso inicia um processo de libertação interior de si mesmo e seus instintos egoístas. Os exemplos se multiplicam a nossa volta com os milhares de "ex" transgressores.

É claro que os cristãos também pecam e cometem erros graves. Não alcançamos a perfeição, ainda que seja possível alcançar a santificação nesta vida, ou seja, aquela maturidade em amor a Deus e ao próximo, que me faz pensar muito antes de ceder e transgredir.

Sociedade de bandidos soltos?

Mesmo que vivamos em meio a uma "sociedade de bandidos soltos", ou de "pecadores soltos", ou ainda de "transgressores soltos", existe, todavia, uma esperança:

Levar a sério o Evangelho!

Buscar um encontro real com Aquele nazareno que vem transformando e dignificando vidas por toda a história. Não um encontro religioso, formal ou litúrgico, mas um encontro de corações.

Evangelho: um poder maior que cassetetes e balas

Sim, Jesus transforma "bandidos soltos" em ex-bandidos. E Ele já provou isso incontáveis vezes. O evangelho é o poder de Deus.

O verdadeiro cristão, não um nominal, não o pseudocristão, seja clérigo ou leigo, não precisa de polícia para ser um cidadão honesto.

Bispo Anderson Caleb é superintendente regional da 1ª Região Eclesiástica

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